Celulares ganham preferência dos usuários no consumo de informações

Smartphones já são primeira tela, à frente da TV, para assistir a conteúdos em streaming.

As vendas de smartphones batem recordes a cada ano e impactam significativamente o cotidiano das pessoas. Para entender como são essas mudanças, entrevistamos Marco Salvi, gerente corporativo da Serasa Experian Marketing Services.

Qual o reflexo do uso do smartphone no cotidiano, fruto da explosão de vendas dos aparelhos?

O reflexo é imenso: hoje o celular já se aproxima da TV como o canal de informação preferido do usuário. 68% das pessoas utilizam o smartphone para verificar informações diariamente, e 89% valem-se do aparelho ao menos uma vez por semana. Comparativamente, olhamos a televisão, que alcança 84% e 97% do cotidiano das pessoas, respectivamente, de acordo com um estudo da Experian Marketing Services, desenvolvido nos Estados Unidos.

O celular está se tornando a tela preferida do consumidor?

Sim, atualmente o celular já é a primeira tela para o consumo de conteúdo de streaming ou download de vídeo, com 42% das pessoas que gastam quase oito horas por semana com o aparelho.

Como explicar o crescimento contínuo da utilização dos smartphones?

O grande diferencial está na velocidade da informação. Com as mídias sociais e as mudanças de comportamento de consumidores, o celular vai se tornando o primeiro ponto na captura de notícias. A televisão adquire um novo papel, uma tela para que o usuário reveja a informação em um formato mais completo, após ler na internet.

Como as empresas devem lidar com a mudança de comportamento dos usuários?

Diferentemente da TV, o smartphone permite um engajamento maior por parte do usuário e, consequentemente, uma leitura melhor por parte das empresas, que, a partir daí, conseguem segmentar ações, traçando perfis e conhecendo cada vez mais seus clientes e prospects. Assim, ganham no enriquecimento das campanhas de marketing e no desenvolvimento de produtos.

Fonte: Celulares

Entenda o comportamento de seus clientes

Empresas precisam entender o comportamento de seus clientes para se destacarem da concorrência e aumentarem vendas.

Até pouco tempo atrás as marcas ditavam as regras do jogo: produtos e serviços eram propagados de forma idêntica e ignoravam os desejos dos consumidores. Esta influência deixou marcas na cultura e práticas sociais, mas atualmente a situação se inverteu. São as pessoas que detêm o poder e a empresa que quiser sobreviver precisa se adequar às diferentes vontades de seu público-alvo.

A necessidade de mudança atende uma demanda que surgiu com a evolução tecnológica e a concorrência elevada em todos os setores. Agora, o cliente quer atendimento e produtos personalizados e uma ótima experiência de compra. Atender esse perfil é uma questão estratégica para as corporações. De acordo com levantamento da consultoria TechCast, dos EUA, a personalização vai responder por 30% do faturamento do varejo até 2017.

“Mais do que buscar descontos e preços acessíveis, o consumidor quer ter uma experiência única que satisfaça sua necessidade e vontade. Ele quer ser notado e atendido de forma exclusiva em qualquer ambiente”, comenta Juliana Azuma, superintendente da Serasa Experian Marketing Services.

Confira o passo a passo para satisfazer seu público-alvo

O ponto de partida é compreender o seu comportamento. Entender a jornada de compra, descobrir os assuntos que o motivam e saber se comunicar com ele em vários canais. Para esse conhecimento, uma boa campanha online, como inscrição nos sites e interatividade em redes sociais, costuma render dados valiosos.

O segundo momento envolve desenvolver produtos e serviços que vão além de oferecer itens semelhantes à concorrência. Para cativar eles precisam ser voltados à inovação e autenticidade. É isso que motiva o consumidor no momento da compra.

Foi-se o tempo em que o mesmo produto conseguia atingir de Oiapoque ao Chuí. Agora, a tendência é que produtos e serviços tornem-se cada vez mais customizados para atender os mais variados perfis e sonhos dos consumidores. –

Fonte: Virtual Marketing