10 dicas de Steve Jobs para aumentar os seus resultados

Criação de produtos inovadores

Steve Jobs era um gênio que conseguia prever o mercado, identificar necessidades de consumidores atuais e futuros, conseguia produzir além do seu tempo. Quando projetou o iPod, entendeu que o CD estava em seu término, e era necessário um produto leve e dinâmico para o consumo de música, foi o término do Walkman dominado pela Sony e a criação de plataformas de músicas digitais. Criar produtos inovadores é entender os conceitos de marketing e colocar em prática de forma inteligente.

Comportamento do consumidor

Steve Jobs nunca gastou muito dinheiro em pesquisa de comportamento do consumidor, ele tinha uma frase genial “Os consumidores não sabem o que querem até que ofereçamos a eles” ou seja, o desejo é criado dentro dos consumidores. Surreal! Criar o desejo através de produtos inovadores. Quando a Apple lança algum produto, o resultado são filas de mais de 20 km com um publico consumidor que passa uma madrugada aguardando o lançamento de um produto. Isso é conhecer o comportamento do consumidor, e é marketing quando consegue criar o desejo ardente no consumidor.

Inovação em design

A preocupação com design e com a forma é uma característica jobiana, quando utilizou a tecnologia de toque na tela como forma de contato no iPhone e iPad, modificou por mais de dez vezes o formato do celular até que tamanho fosse de uma mão, para o manuseio e o transportado com facilidade. A tecnologia de toque na tela já existia, porém Jobs conseguiu inovar e fazer com perfeição sua utilização. Nasceram os incríveis Ipad e Iphone.

Comunicação

O marketing é feito de comunicação, existe um dito na administração que é antigo e verdadeiro “A propaganda é a alma do negócio” sem propaganda não é possível gerar nos clientes uma experiência incrível, surreal, pois será gerado apenas simples momentos com aparelhos digitais, a Apple e Steve Jobs não gostam de gerar momentos, sua meta é experiências surreais, e isto é feito através de uma comunicação inteligente. As apresentações de Jobs eram momentos fantásticos, capazes de levar estagiários a perderem o emprego para acompanha-la ao vivo pela web. Eu quase perdi uma vez.

Fidelização de clientes

Como já citei acima o publico da Apple é um apaixonado e fiel . Não importa o produto que será lançado, o nome Apple significa e desperta paixão neles. São defensores das tecnologias da empresa, encantados com todos os aspectos inovadores da marca e dos produtos. Este cliente fiel da Apple, fez da organização um codinome paixão. 24 por dia apaixonados por detalhes e inovações. É tanta paixão que qualquer inovação nos produtos já existentes leva sites e lojas a ficarem lotadas, como o Iphone 4.1, Iphone 4.1 S, este S já é capaz de modificar o coração e o bolso dos consumidores, pois deixam de utilizar o 4.1 e querem o 4.1 S, é assim que a Apple faz marketing em 2015.

Apresentações perfeitas

Steve Jobs ficava por mais de 10 dias treinando apresentações perfeitas, oratória simples, a roupa casual camiseta preta, calça jeans e um tênis. Nada de ternos e gravatas. Porém apresentações com um sentimento pelo produto singular, cada detalhe da apresentação, todos os segundos, as mídias que serão envolvidas, o canais de comunicação. Tudo perfeito, conteúdo, paixão e forma. Para que a apresentação fosse como a final de uma copa do mundo.

Investimento no produto certo

Quando Steve Jobs retornou a Apple, a empresa estava em crise, comentava-se naquele ano que ela já não era lucrativa, sendo necessárias reformas. Steve Jobs ficou quase um ano, trabalhando em uma nova Apple, eram muitas pessoas e projetos. Steve Jobs ficou com apenas 6 projetos, um deles o Ipod, demitiu funcionários e acrescentou outros. Cortou custo desnecessário e assim a Apple voltou ao sucesso mundial. Nada de gastos desnecessários. Marketing é saber onde utilizar o recurso de forma inteligente, quando uma empresa faz um planejamento de marketing, define onde o recurso será utilizado com inteligência, qual tipo de comunicação, qual publico irá alcançar, quais os canais de distribuição, quais pessoas serão utilizadas. Steve Jobs criou uma forma inteligente de fazer marketing.

Pessoas em corretas funções

Pessoas nas funções corretas é uma premissa para marketing com excelência. Quando Jobs, demitiu e contratou entendia que está premissa era válida, outra característica de Jobs que eu adorava era a humildade, ela sabia do que era bom, porém também sabia do que não era. Para fazer marketing pessoal, o primeiro passo é o auto conhecimento, quem sabe de suas qualidades, defeitos, características pessoas, consegue criar um marketing pessoal com qualidade, sem auto conhecimento não é possível fazer marketing pessoal, consertas imagens e criar uma nova perspectiva da mesma. O auto conhecimento é muito importante e Jobs o tinha. Delegando funções e abraçando as que ele adorava trabalhar.

Simplicidade

A simplicidade é notória no visual utilizado por Jobs. Esta simplicidade de quem não utiliza pesquisa de consumidor, porém ama oratória, design e inovação. Jobs era simples.

Criatividade 24 horas por dia

Todas as organizações que propõem a prática da inovação são imersas em criatividade, a Apple de Jobs não era diferente, fazer marketing exige criatividade, em todos os processos, em desenvolvimentos de produtos, e seleção de pessoas, no processo de transmissão de valores visando a satisfação de necessidades e desejos de consumidores, gerar valor é utilizar de forma criativa mídias e projetos. Sem a criatividade, o marketing torna-se obsoleto. A Apple foi e é um celeiro de criatividade. O líder criativo é uma concepção moderna, e verdadeira para organizações e o marketing.

Fonte: Administradores

Como fazer a marca da sua empresa uma verdadeira construtora de valores

Em todo lugar, mas em todo lugar mesmo, você encontrará os mais diferentes tipos de marcas e logotipos. Na padaria da esquina, no armazém de cimento, na grande multinacional. Todos eles possuem um “símbolo” e nome que os diferenciam uma das outras.

Algumas fixam tanto em nossa cabeça que basta olharmos as cores da marca ou até o toldo de uma de suas lojas, para sabermos exatamente quem a representa. Claro que nem todas fazem sucesso, afinal, são milhares espalhadas em todas as cidades e muitas são tão confusas que, realmente, são de difícil compreensão.

Só que mais do que uma simples forma do público reconhecer, as marcas representam os valores de uma organização, explica Carlos Dranger, diretor da Cauduro, empresa de branding e design.

O especialista, que foi responsável pela mudança de marcas como Vale, Kibon, Riachuelo, EPTV, BM&F Bovespa, Banco do Brasil, entre outras, explica que é muito importante saber a forma de expor a marca e revela alguns segredos de grandes organizações consolidadas no mercado. Confira a entrevista completa:

Muito se fala na importância da marca e na valorização dela. Mas, com toda sua experiência adquirida na profissão, o que uma marca representa verdadeiramente para uma empresa?

Cada vez mais, as empresas percebem que suas marcas são seu maior ativo. Há vários casos em que o valor da marca é maior do que o valor da própria empresa. Esta preocupação não é só daquelas que são B2C (que tem contato direto com o consumidor final), mas também das empresas B2B (que não tem aquele contato). A marca tangibiliza a empresa na cabeça do consumidor ou de outros públicos. Não é à toa que as empresas investem cada vez mais para ter a preferência: todas querem que a sua marca seja a primeira e a mais lembrada. Uma marca desejada gera “musculatura” para as empresas crescerem e inovarem, além de maiores margens.

É fácil notar o uso indevido da própria imagem por diversas empresas. Marcas sendo associadas a eventos e campanhas depreciativas, aparecendo intensamente na mídia independente da maneira e, algumas vezes, se transformando em “chacota” nas redes sociais. Existe um limite de divulgação para “estar bem junto aos consumidores” entre “acabar perdendo valor junto ao público alvo”? O importante, em sua opinião, é aparecer muito ou aparecer nas horas certas?

Aparecer nas horas certas, com certeza. Aparecer nos locais apropriados. Marca é expressão de valor, não é registro de propriedade. Aplicar automaticamente a marca em tudo é banalizá-la. Algumas empresas põem até no capacho de entrada. Que tal limpar os pés na marca, e que aparência ela ganha? As redes sociais estão abrindo caminhos surpreendentes, dando voz aos consumidores, alastrando-se de maneira impressionante. As promessas “embutidas” na marca precisam ser cuidadosamente planejadas e cumpridas, caso contrário o risco aumenta, e é a marca que vai sair no retrato depreciativo.

Você foi responsável pela mudança de importantes marcas brasileiras. Por que é necessária essa “revitalização” de um slogan ou de uma marca inteira? Quais são os ganhos com isso?

O mundo muda, as pessoas mudam, hábitos e comportamentos também. Renovar a marca é um processo natural, para manter-se conectado com o mundo e com as pessoas. Atributos novos também surgem. Exemplo: sustentabilidade. As empresas estão cada vez mais sintonizadas com este tema, as empresas investem para tornar sua operação mais sustentável, e evidentemente querem comunicar isso, pois agrega valor à sua marca. Há outras razões também, por exemplo, de empresa que aumenta seu portfólio de produtos, passando a atuar em novos mercados. Às vezes, a marca daquela empresa não comunica atributos que passam a ser importante nestes novos mercados.

Entre os seus trabalhos já realizados com as mudanças de marca, qual foi aquele (ou quais foram aqueles) que você destacaria? Por quê?

Os casos de renovação são mais frequentes do que os de criação de marca do zero. Poderia citar muitos, tais como Banco do Brasil, Riachuelo, Tigre, Drogasil, e o maior deles: Vale. Destaco todos, pois a renovação foi amplamente acompanhada pelo mercado, tinham uma motivação estratégica muito clara, e foram bem sucedidas.

Quais são os tópicos essenciais que as empresas, principalmente as micro-empresas, devem avaliar na construção de sua marca?

Uma boa marca tem que ser diferenciada e memorável, além de comunicar com clareza o posicionamento da empresa e seus valores. As empresas devem refletir muito sobre o “quem somos e o que queremos ser no futuro”, quais são suas crenças e valores, antes de iniciar um processo de construção de marca. Porque estes atributos serão a base para a criação da marca, e a base para seleção da melhor alternativa dentre as que lhes forem apresentadas. Isto deve sempre sobrepujar o famoso “gosto/não gosto”.

O Interbrand avalia anualmente o valor das marcas de uma empresa. Esse valor, muitas vezes, ultrapassa o valor de mercado da Companhia, como você mesmo já citou. Mas como você avalia essa questão: marcas que valem mais do que as próprias empresas?

De fato, se trata de uma relação de apego do consumidor com a marca, que às vezes até transcende e se torna passional. Vou dar o exemplo mais óbvio: Apple. Uma empresa que nasceu com a missão de tornar a vida das pessoas mais simples e melhor, que não se esqueceu disto em nenhum momento, na concepção do produto, na embalagem, na forma de se comunicar. Isto lhe dá um poder gigantesco, um voto de confiança “a priori”, e lhe permite trabalhar com margens de lucro maiores, refletindo no seu resultado e, consequentemente, no seu valor de mercado.

Fonte: Administradores