O que o futuro reserva para o Design de Embalagens?

Todo mundo sabe que o Design de Embalagens é primordial, mas que segue sem alcançar todo o potencial que poderia ter, principalmente no Brasil. Muitas empresas ainda optam pelo preço extremamente baixo ou pela comodidade de definir seu design na mesma gráfica que a imprime, ignorando sua importância.

Em território nacional, a exigência do público por embalagens mais inteligentes e visualmente atrativas está em alta, principalmente nas regiões metropolitanas. Essa mudança do consumidor dá ampla vantagem a quem observa a importância que uma boa embalagem tem: agrega valor para a marca, facilita a vida do consumidor, vende os valores da empresa e conquista compradores no ponto de venda.

Fora do Brasil a discussão é sobre os próximos anos do mercado, que deve se tornar ainda mais importante e complexo.

Em 2012, a DuPont realizou um estudo em parceria com a revista Packaging World intitulado Survey of Future Packaging Trends. Nele, buscou-se o ponto de vista de profissionais da área que atuam nos Estados Unidos e Europa, tentando traçar um panorama do atual mercado e das perspectivas para os próximos 10 anos.

Os resultados indicaram que o item com maior impacto sobre a decisão de como serão as embalagens ainda é o custo, em cerca de 60% dos casos. Em 10 anos, essa preocupação atingirá apenas 33% da decisão, enquanto o item sustentabilidade subirá de 26% para 50%.

82% acham que novas legislações poderão impactar na criação de embalagens nesse período e 81% acreditam que elas se tornarão ainda mais importantes para o sucesso de um produto. Embalagens versáteis e flexíveis são o caminho para 65% dos profissionais.

Alguns itens poderão ser um grande diferencial no período que está por vir e devem influenciar o pensamento do designer que está por trás do projeto.

Interatividade

Seguindo a caminhada da humanidade por inovação, o mercado das embalagens não poderia deixar de fora novas possibilidades de interação com o público.

Hoje, o custo para se fazer grandes modificações ainda é alto, mas pequenas ideias podem acrescentar valor e ganhar a simpatia do público.

Um bom exemplo é o já conhecido QR Code. Sua presença em embalagens aumenta a experiência do consumidor e pode passar informações que vão desde os ingredientes até modos de usar o produto e receitas. Essa tecnologia aumenta o engajamento das pessoas com as marcas e é um efetivo influenciador de decisões.

Sustentabilidade

Com o passar do tempo, o conhecimento sobre meio ambiente e ecologia está crescendo, principalmente nas metrópoles, e isso se reflete nos hábitos de compra.

A mesma pesquisa, Survey of Future Packaging Trends, diz que hoje em dia o item mais valorizado, para 81% dos profissionais, é a conveniência e facilidade que uma embalagem traz. Mas esse número tende a mudar e as expectativas são de que em 10 anos o item mais importante seja a percepção ecológica que a embalagem passa. 45% dos profissionais apostam nisso. A capacidade de reciclagem e a possibilidade de reuso delas também foram itens considerados importantes.

Minimalismo Prático

Em conjunto com os valores verdes das embalagens, o minimalismo amplia a visão de economia, simplicidade e conveniência. Cada vez mais o “menos é mais” atinge o consumidor médio.

E não apenas o design dos rótulos é afetado por essa visão. Frascos cada vez menores, mais práticos e com menor quantidade de materiais que danificam o meio ambiente são a tendência e andam em paralelo com mudanças sociais de nossos tempos.

Para o novo perfil urbano dos jovens adultos, são necessárias embalagens mais fáceis de carregar e armazenar, para moradias cada vez mais compactas e hábitos que buscam mais praticidade. Embalagens com porções individuais estão em alta.

O que se pode dizer é que o design de embalagem continua com alta demanda, mas exige cada vez mais originalidade, praticidade e exclusividade, que resultem em melhor performance de vendas. O mercado e os empresários brasileiros devem ficar mais atentos ao trabalho dos designers gráficos, para conquistar o diferencial no ponto de venda.

Fonte: Luiz Felipe Di Lorenzo

Os produtos estão dando lugar às experiências

Hoje em dia, com a concorrência cada vez maior e a comoditização tomando conta de todos os segmentos, é cada vez mais difícil chamar a atenção do público. É essencial que as marcas entendam que o cenário mudou.

Não basta apenas um bom produto, serviço ou comunicação para se destacar no mercado.

Produto bom e de qualidade não é mais um diferencial, mas sim uma premissa básica para a sobrevivência de uma empresa. Produtos que apresentam alguma diferenciação em relação à concorrência, ou seja, produtos premium, podem ajudar na competitividade, mas sempre estarão sujeitos a serem copiados e, por si só, não ganham mais o jogo.

Por isso, as marcas precisam entender que os produtos estão dando lugar às experiências.

Para a construção de uma marca forte e desejada, não apenas um, mas sim todos os pontos de contato devem ser pensados e trabalhados. É a soma de experiências positivas que irá fazer com que as pessoas se relacionem, sejam leais e amem uma marca.

Ou seja, mais do que produtos e serviços, é necessário pensar na cadeia inteira de utilização destes produtos e gerar o máximo de valor em cada um dos momentos de interação com o público.

Mas, estas interações precisam ser relevantes para as pessoas. Mais do que comunicação, que é muito importante para a construção de imagem, é preciso pensar em experiências que impactem positivamente, além de contribuir e participar de forma amistosa na vida das pessoas. Só assim será possível construir mais do que imagem, será possível construir uma relação próspera e duradoura.

Finalizando, é preciso pensar nestas experiências, mas nunca esquecer do propósito da marca e dos objetivos estratégicos da empresa. É preciso assegurar que todos os pontos de contato, além de gerarem experiências únicas e surpreendentes, estejam alinhados à essência e ao posicionamento da marca. Afinal, gestão de marcas, mais do que gerar experiências positivas, deve gerar valor e trazer resultados aos negócios.

Fonte: Webinsider